A geografia labiríntica de Veneza
surgiu durante as invasões bárbaras, intensificadas nos séculos 5 e 6,
quando habitantes de povoados do Vêneto e de regiões vizinhas eram forçados a
fugir para onde desse, inclusive para essas pequenas ilhas. Novas comunidades
insulares foram se formando, e por volta do século 10 Veneza já era uma força
comercial que se espalhara pelo Mediterrâneo, conquistando territórios que se
estenderam até a Grécia.
Tal poder propiciou também o desenvolvimento cultural e arquitetônico da
cidade, que se transformaria em perfeito museu ao ar livre, romântico em um
nível quase inimaginável e que atrai a visita de multidões de turistas a cada
ano. Sobretudo no verão, é difícil escapar de filas ou congestionamento de
pedestres entre os bequinhos, praças e vielas repartidos pelos seis sestieri
(distritos) da cidade. A Piazza San Marco,
o Canal Grande, a Ponte Rialto são
disputados por muitos o ano todo. Mesmo lotada, porém, Veneza é inesquecível.
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