LOUVRE, ORSAY E VERSAILLES

Louvre, grandioso, maravilhoso! Construído em 1.190, foi uma fortaleza para os ataques dos vikings, na época do rei Felipe Augusto. Depois de quatro séculos e de várias reformas, inclusive a polêmica pirâmide de vidro, está agora mais completo do que nunca, com uma das mais importantes coleções do mundo! O museu mais famoso do mundo é, na verdade, vários museus em um. É um imenso palácio (cujas origens medievais foram pouco a pouco escavadas durante a execução do projeto do Grand Louvre, do presidente Mitterrand), uma verdadeira colcha de retalhos de estilos arquitetônicos, da Idade Média aos tempos modernos. Tesouros egípcios, etruscos, gregos e romanos têm sua própria ala, assim como a arte do Oriente Médio e islâmica. Há arte decorativa européia, da Idade Média até o século 19. O Louvre pode não ser mais o centro do poder francês, mas ainda tem sua influência: por ser um grandioso complexo arquitetônico, um palácio na cidade e o símbolo cultural de Paris.













Musée d’Orsay  -O prédio era originalmente uma estação de trem projetada por Victor Laloux para a Exposition Universelle de 1900. As plataformas eram muito pequenas para os trens modernos e, por volta de 1950, a estação corria o risco de ser demolida; tornou-se então um teatro (o Renaud-Barrault), onde foram rodadas cenas no filme O Processo, de Orson Welles. A estação foi salva no final dos anos 1970, quando o presidente Giscard d’Estaing decidiu transformá-la em um museu para expor as obras do fértil período entre 1848 e 1914 (o pintor Edouard Détaille dizia que parecia um palácio de belas artes quando foi construído.)
O arquiteto italiano Gae Aulenti reformou o interior, mantendo a estrutura de ferro e o teto com molduras, e construiu galerias dos dois lados do trilho central. Há várias salas dedicadas às artes decorativas e à art nouveau, inclusive móveis de Majorelle e cerâmicas Gallé e Lalique. Também estão aqui quadros de Klimt e Burne-Jones e há seções de desenhos arquitetônicos e fotografias antigas. O terraço de esculturas expõe bustos de Rodin, cabeças de Rosso e bronzes de Bourdelle e Maillol.


Versailles é uma obra de arte. O Grand Appartement, onde Luís XIV reinava, consiste em seis salões dourados (Vênus, Mercúrio, Apolo e assim por diante) – exemplos opulentos da arte barroca. Não menos luxuosos são os aposentos da rainha, que incluem seu quarto, onde eram feitos os partos para toda a corte assistir. Obra-prima de Hardouin-Mansart de 75 metros de comprimento, a Sala dos Espelhos, onde foi proclamada a união da Alemanha, em 1871, e onde foi assinado o Tratado de Versailles, em 1919, é banhada por luz natural que entra por suas 17 janelas. Projetada para captar os últimos raios de sol do dia, era aqui que o rei Sol dava suas extravagantes festas. Ir à Versailles é um programa inesquecível de tanta beleza e riqueza! Sem falar nos jardins...suspire! Lagos (que no inverno ficam congelados) com fontes, rodeados por labirintos, projetos geométricos, árvores centenárias. Séculos de reformas fizeram de Versailles o mais suntuoso dos castelos do mundo – uma verdadeira jóia, absolutamente imperdível